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Pacificando a sua mente com ahimsa
O que é ahimsa? Nessa jornada de desenvolvimento de amor-próprio e autocompaixão que se inicia, compreenda melhor o tema e como aplicar ahimsa em nossos pensamentos
Ahimsa é uma palavra em sânscrito (língua antiga do norte da Índia) que significa não-agressão. Esse palavra foi descrita principalmente nos Yoga Sutras de Patañjali, livro de base filosófica fundamental do Yoga, em que o praticante tem estabelecido um caminho de oito passos que deve trilhar, a fim de alcançar a iluminação (samadhi).
No caminho descrito por Patãnjali, Ahimsa deve ser a base de tudo. A mensagem contida nos Yoga Sutras, é que você precisa ser amoroso e embasar a sua vida no amor, inundando seus pensamentos, ações, palavras e existência de amor.
A vida cotidiana tem nos acostumado cada dia mais com pequenos atos de desamor. Em todos os níveis, se observamos com atenção, podemos perceber a falta de amor ao nosso redor.Em nós, percebemos a falta de amor quando nos comparamos e nos cobramos excessivamente, quando exageramos (na comida, no exercício, no trabalho…) como forma de compensar sentimentos varridos para debaixo do tapete. Quando procrastinamos ou não respeitamos nossos limites, quando ignoramos quem somos e vivemos uma vida no automático, quando não nos nutrimos daquilo que nos faz sentir vivos, quando não temos hobbies, quando não criamos espaços de pausa e de descanso. Quando nos fechamos para novas perspectivas e rejeitamos o desconhecido…
Com os outros, somos violentos quando falamos sem pensar, quando julgamos para controlar o outro ou alimentar o nosso ego, quando rejeitamos o jeito de viver alheio só por não ser o nosso e por não compreendermos o jeito do outro, quando estabelecemos relações cada dia mais rasas e egoístas, quando negamos ajuda por puro descaso…
E com o mundo, somos violentos ao nos acostumarmos com a miséria alheia, com a falta do teto e do pão, com a dizimação de povos, com as mais diversas formas de opressão, quando não temos compaixão.Enxergarmos as violências em nosso cotidiano é o primeiro passo para cultivar ahimsa. Reflita alguns instantes sobre onde falta ahimsa para você. Faça uma lista se preferir, considerando que trabalharemos esses conceitos ao longo do ano e poderemos voltar nessa lista lá no fim de 2025 e ver como a sua relação foi alterada pelo conhecimento dos Yamas e Niyamas.
Por ser um tópico extenso e de muitos desdobramentos, nesse texto vamos focar na violência presente em nossos pensamentos. Você poderá ler sobre outros aspectos de ahimsa em textos futuros.
Violência nos pensamentos
Pensar sobre a violência contida em nossos pensamentos é uma tarefa difícil e deveras dolorida, porque aqui estamos falando provavelmente de um relacionamento que você tem há muitos anos com a sua mente e com pensamentos que machucam e podem ser a fonte de muitos desequilíbrios. Se você acredita que esse tópico será muito sensível pra você, deixe pra ler em outro momento ou opte por conversar sobre isso com um profisisonal.
A nossa mente é muito poderosa. Alguns pensamentos que temos podem ser gatilhos para crises de pânico, insônia, stress, tensão e muitas outras coisas.
Antes de refletir sobre seus pensamentos, é importante compreender que a voz que pensa em sua cabeça, não é quem você é. Nosso eu interior é sereno e pacífico. Se a voz que fala em sua cabeça é má, rude, crítica, te julga, te põe medo, saiba que ela é um produto da sua mente, alimentado por condicionamentos, por todo tipo de experiência e trauma que um dia você viveu.A identificação dos pensamentos recorrentes que você tem, precisa acontecer com essa noção bem estabelecida: seus pensamentos não refletem a verdade sempre. Não acredite no que essa voz interna te diz, sem antes questionar o que está sendo dito.
Dar esse primeiro passo de observar a sua mente já é muito transformador.
Ao se tornar capaz de observar um pensamento seu, você compreende que existe um observador. O observador é quem você é. É necessário buscar essa pessoa interna, essa consciência observadora, que é silenciosa e serena. Entramos em contato com ela principalmente quando meditamos e conseguimos reduzir o excesso de pensamentos. É como se nosso eu consciente fosse um céu límpido e os pensamentos fossem nuvens sobre esse céu. Quanto mais você acredita que as nuvens são o céu, menos capaz você se torna de entrar em contato com essa camada mais profunda de si.
Para dissiparmos as nuvens, precisamos antes, observá-las, dar nomes à elas, questionar o conteúdo de cada uma e o espaço que elas tomam do seu céu. Ao fazer isso, nos trazemos mais para a realidade e aquele pensamento se enfraquece. Ele não necessariamente vai desaparecer, mas ao invés de ser algo estático, que determina sua forma de viver, se transforma em algo que vem e vai e que não consegue mais te afetar.
Por exemplo, se você tem sempre o pensamento de que não é capaz de fazer as coisas bem, traga para sua reflexão todas as vezes em que você tentou fazer algo e foi bem-sucedido. Ao fazer esse exercício, você se traz para a realidade e percebe que aquele pensamento não retrata a realidade. Dessa forma, o pensamento se enfraquece e mesmo que ele apareça, você não será afetado.
Um exemplo prático disso é a Brené Brown, autora do livro que leremos este mês no clube do livro. Mesmo sendo uma pesquisadora renomada e referência mundial em vulnerabilidade e coragem, ela ainda lida com a síndrome do impostor. Em um de seus livros, menciona que evita assistir ao próprio TED Talk, apesar do enorme sucesso, pois se critica excessivamente. Isso ilustra como nossa mente pode ser injusta e como a autocrítica pode nos impedir de reconhecer nossas próprias conquistas. Aplicar ahimsa aos nossos pensamentos significa aprender a questionar essas vozes internas e cultivar um olhar mais compassivo sobre nós mesmos.Como pacificar a mente?
Existem algumas ações que podem te ajudar a por ordem em sua casa interna e a viver mais em paz.
- Medite.
Para começarmos a transformar nossa relação com nossos pensamentos, é necessário meditar. É na meditação que criamos espaço para assimilação, para análise profunda das coisas. Comece por pouco tempo, ouvindo uma música de olhos fechados, por exemplo. - Diário de pensamentos
Você pode escrever seus pensamentos em um diário, de papel ou no celular, para conseguir observar melhor quais são mais recorrentes. Crie o hábito de olhar para a história que aquele pensamento está te contando e a questionar se ela é verdadeira ou não. - Cuidado com o que você consome.
Temos acesso a muitos conteúdos durante nosso dia. No Instagram, nos streams, TikTok, X, etc. Se não observarmos com atenção o que estamos consumindo, podemos acabar alimentando determinados pensamentos e sentimentos.
Se você tem tido muitos pensamentos tristes, por exemplo, consumir mais conteúdo triste só vai validar o que você está sentindo e não vai ajudar a sair desse estado. Se você se sente muito ansioso por se comparar excessivamente, perder horas do seu dia no Instagram também não vai te ajudar a se comparar menos.
Quando pensamos no prana, em nossa energia vital, devemos pensar em tudo que nos alimenta, fisiológica e mentalmente. - Amplie sua visão de mundo.
Ampliar as nossas perspectivas sobre o mundo pode ajudar muito a lidar com nossos pensamentos. Conversar com pessoas diferentes que te apresentem novas perspectivas, ler livros que te descansam e renovam sua visão de mundo, estudar algo diferente, ouvir novas músicas, experimentar novos lugares. Tudo isso cria espaço mental e deixa alguns pensamentos menos predominantes em nossa mente. - Acredite em sua capacidade de lidar com seus pensamentos.
Quando acreditamos que não podemos mudar nosso estado mental, nos resignamos, o que gera frustração e ansiedade. Para lidar com a resignação, muitas vezes ligamos nosso botão de automático e só deixamos a vida passar. Quando cultivamos ahimsa, nos apaixonamos por nós mesmos de tal forma, que é inaceitável simplesmente ver a nossa vida passar pelos nossos olhos e seguir nos sentindo tristes, sobrecarregados e desequilibrados. Reconheça que você merece mais e haja firmemente. Se pergunte: “o que eu posso fazer hoje para me sentir mais capaz de lidar com esses pensamentos?”
Persista, experimente, tente outra vez. Lembre-se que você está buscando mudar sua forma de lidar com padrões de pensamentos que talvez tenham persistido por toda a sua vida. Não vai ser rápido ou fácil, mas com certeza vai valer a pena. - Busque ajuda profissional.
Existem muitas formas acessíveis de se consultar com um psicólogo para lidar com seu conteúdo mental. O profissional consegue enxergar com muita clareza seus comportamentos de autocobrança, julgamento excessivo e também quando sua visão de mundo está muito focada em seu mundo particular.
Dessa forma, ele pode introduzir pontos de vista que você ainda não conseguiu enxergar, para tornar essa caminhada mais leve e fácil.
Se o valor por sessão hoje é uma barreira pra você, busque conteúdos gratuitos de profissionais sérios no Youtube ou Spotify. Se você pode investir cerca de R$50,00 mensais, saiba que o banco Inter tem um programa chamado “Dr. Inter”, que cobra mensalmente R$4,90 e R$46,90 por consulta online realizada. Mesmo uma consulta por mês já pode fazer muita diferença.
Conclusão
Conversamos hoje sobre muitas coisas profundas, então releia o texto se precisar. Crie espaço para digerir e refletir sobre ele. Critique o que precisar criticar. Só não vale se conformar e deixar pra lá.
Começamos uma jornada muito profunda de autoconhecimento, que pode ser desconfortável em muitos momentos. Por isso, deixo aqui uma frase que sempre me guia, para que além da observação, exista movimento, para que usemos nossa potência de agir nas direções que realmente importam.
”É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…” (Paulo Freire)
Encerro esse texto agradecendo a cada aluno que me leu e que está no grupo dos Enraizados, porque esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…
Obrigada, nos vemos no próximo texto.
Amanda Maximino
Bióloga de formação pela UFMG, formada como professora de Vinyasa Hatha Yoga (Yoga Alliance E-RYT 200), especialista em Filosofia e Neurobiologia da Meditação e em Yoga na Gestação. Estudiosa-praticante, com aulas focadas no alívio de stress e ansiedade. - Medite.
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Sobre voltar para sua casa

É comum ouvir falar do eu interior em muitas práticas de Yoga. Nós sugerimos a investigação e análise do eu interior, mas muitas vezes os praticantes ainda não sabem bem o que é isso e nem como acessar a essa camada profunda. Nesse texto, traremos um conceito inicial e abordaremos formas de acessar essa camada.
Quando um aluno inicia sua jornada no Yoga, nós apresentamos a prática tal como ela é: uma jornada de investigação de si e uma busca pelo seu eu interior. Mas o que seria isso?
Gosto de apresentar o eu interior aos alunos como uma casinha interna. Nessa casa, estão armazenadas informações muito importantes sobre quem você é, o que você gosta, o que te faz feliz, quais são suas mágoas e também suas maiores alegrias. É nessa casa que mora a sua autenticidade e nela você identifica muitas coisas que promovem a sua felicidade mais genuína. Por isso, encontrar essa casa é algo que promove paz e uma felicidade muito diferente. É como se você encontrasse, finalmente, o caminho de volta para casa.
Muitas vezes, ao nos sentirmos tristes e perdidos, acreditamos que algo nos falta. Uma casa maior, um carro, um emprego melhor, mais dinheiro, um parceiro… Atribuímos nossa felicidade à conquista de coisas externas e o que acontece, em muitos casos, é que nos desesperamos ao conquistar àquelas coisas e perceber que não necessariamente estamos mais felizes. Seguimos, então, buscando cada vez mais, na intenção por nos preenchermos daquilo que falta. É um movimento cansativo e interminável.
A filosofia do Yoga nos diz que a paz e felicidade autêntica não estão nesses elementos externos. Embora muitos deles possam facilitar muito a nossa vida e promover felicidade, o contentamento que buscamos independe dessas coisas e vem de nos conectarmos com nosso eu interior.
Yoga pode ser visto, então, como um caminho de volta para casa. Esse caminho pode ser percorrido ao se executar uma postura (ásana), ao se fazer um exercício respiratório (pranayama) ou ainda, ao meditar.
Talvez você esteja se perguntando: “será mesmo que uma postura ou respiração pode me fazer mais feliz?”
E, na verdade, o processo é bem mais profundo do que isso. Ao direcionar a sua atenção para o seu corpo durante uma postura, respiração ou meditação, você está, na verdade, direcionando o seu olhar para dentro. Com isso, você ganha mais consciência sobre como é afetado pelos eventos do seu dia, pessoas ao seu redor e pela sua mente. Dessa forma, você compreende melhor seus sentimentos e dá ouvidos aos incômodos da alma, que muitas vezes, sem o Yoga, acaba escolhendo não dar atenção.
Vivemos cada vez mais no automático e muitas vezes não conseguimos, ou não queremos, dar ênfase à como estamos nos sentindo. Isso vai nos distanciando da nossa paz e criando um sentimento de desidentificação, em que você não sabe mais tão bem quem é, de quem gosta, o que deseja para vida e para o seu futuro.À medida que você pratica e se escuta atentamente, você compreende muito melhor como é afetado pelo mundo. Ao ganhar essa compreensão, você ajusta suas ações, comportamentos e pensamentos, levando tudo que sente em consideração. Desse ajuste e dessa escuta, é que surge a paz que tanto buscamos. E é aqui que mora o grande poder transformador do Yoga, nesse caminho traçado que te faz retornar para sua própria casa interior.
Existem muitos nomes alternativos para o eu interior. Estou chamando de casa, mas podemos chamar de alma, espírito, consciência ou essência. Independente do nome, não há quem não se beneficie dessa reaproximação e desse reconhecimento de quem se é.
Se você tem sentido cada dia mais falta de si, comece a caminhar de volta para sua casa. Não é sempre gostoso e muitas vezes é difícil. Quanto mais nos encontramos, mais entendemos como afetamos os outros e somos afetados por eles. Percebemos se o trabalho faz mais mal que bem, se aquelas amizades são boas mesmo e se o que você tem escolhido para sua vida até aqui, ainda faz sentido. Parece desconfortável e é. Mas no fim, é muito melhor o desconforto de se re-conhecer, do que o desconforto de viver sem saber quem é, né?
Nos vemos no próximo texto.
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6 aspectos primordiais que guiam a sua prática meditativa

Se você está começando a meditar e ainda sente muitas dificuldades, esse post é pra você. Qualquer pessoa pode meditar, e compreender a existência desses 6 aspectos vai ajudar muito no processo.
- A prática meditativa é auto induzida. Nas meditações guiadas eu te oriento, te faço vários convites, te relembro de tudo que você precisa, mas no fim das contas, o esforço para entrar no estado meditativo precisa ser seu.
- Sua prática meditativa precisa de uma técnica bem definida. Leia mais sobre técnicas e métodos meditativos clicando aqui.
- Sua prática meditativa precisa de uma âncora. Se as âncoras vem pra não deixar o barco sair por aí no mar, a âncora meditativa tem o mesmo papel. Se você opta, por exemplo, por meditar utilizando a técnica da visualização, sua âncora será o objeto a ser visualizado. Pode ser a chama de uma vela, a fumaça do incenso, a parede branca, ou qualquer outra coisa. Se sua mente se distraiu, volte pra sua âncora.
- O seu corpo precisa estar relaxado. Muitas vezes a meditação vem após uma prática de Yoga exatamente por isso. Mas você pode relaxar utilizando apenas a sua respiração também, caso não tenha praticado. Clicando aqui, você pode acessar um vídeo te conduzindo por uma técnica respiratória do Yoga e te ajudando a acessar esse estado relaxado.
- A sua mente também precisa estar relaxada. Parece difícil no começo, mas aquele vídeo do tópico 4 vai te ajudar com isso também. É importante frisar que o silêncio e um ambiente relaxante e confortável desempenham um papel importante nessa tarefa. Se sua casa não te fornece isso no momento, leia aqui sobre locais que podem beneficiar a sua prática meditativa.
- Crie familiaridade com seus loopings. É normal se distrair com os pensamentos intrusivos. Não significa que você não vá conseguir ou que você seja ruim em meditar, significa apenas que você está praticando. Retorne à sua âncora quantas vezes for necessária e você verá que os loopings serão cada vez menores.
Compreender esses aspectos com certeza te auxiliará nessa jornada meditativa, que você pode inclusive conquistar sozinho. Não desista e pratique diariamente. Com o tempo, você colherá todos os inúmeros benefícios de uma mente meditante.
Precisa de ajuda nessa jornada? Conte comigo. Agende uma aula experimental de yoga, com exercícios respiratórios e meditação.

Amanda Maximino
Bióloga de formação pela UFMG, formada como professora de Vinyasa Hatha Yoga (Yoga Alliance E-RYT 200), especialista em Filosofia e Neurobiologia da Meditação e em Yoga na Gestação. Estudiosa-praticante, com aulas focadas no alívio de stress e ansiedade. -
Aprendendo a meditar: Métodos e técnicas meditativas

A meditação surge como uma resposta pra muitas aflições cotidianas. Se você se sente ansiosa, te recomendam meditação. Se tem se sentido deprimida: meditação. Para ganho de foco e clareza de ideias: meditação. Até pra ajudar a perder peso, recomendam a meditação.
Sendo algo tão declaradamente necessário, você busca avidamente por formas de meditar e se frustra quando lê que a meditação basicamente envolve uma coisa: silenciar a mente. Parece tarefa impossível silenciar a mente né? Até mesmo porque ao pensar em silenciar os seus pensamentos, automaticamente você está pensando em alguma coisa.
É importante que você saiba que o caminho para meditar é simples. Bem mais simples do que você imagina, apesar de não ser fácil. Da mesma forma que temos nosso eixo do estresse, de luta ou fuga, temos nosso eixo da atenção plena, da meditação. Meditar é algo INATO a todos, ou seja, o caminho neurológico para meditar já está bem estabelecido fisiologicamente e você só precisa praticar.
Para conseguir acessar esse caminho, se pode utilizar de várias técnicas meditativas: vipassana, técnica budista da compaixão, técnica de visualização, técnica do mindfulness, técnica da respiração, técnica da bondade amorosa, técnica da observação dos pensamentos, entre outras.
Como saber qual a melhor técnica pra você?
Experimentando. Meditar depende de você, é algo que precisa ser auto induzido. Se você deseja meditar sozinho, basta ler mais sobre essas técnicas e procurar colocá-las em prática. É a partir da experimentação que você descobrirá o que funciona mais pra você.
O que vou sentir quando conseguir meditar?
Aqui entra a compreensão do que são os métodos meditativos. Cada uma das técnicas listadas acima, estão inseridas dentro de um método. O método engloba muito mais do que a técnica utilizada. Quando pensamos num método meditativo temos uma comunidade, uma cultura, o embasamento pela filosofia, a troca de experiências, os preceitos daquele método específico e todos esses fatores interferindo tanto na sua experiência meditativa, quanto no estado final alcançado.
Nunca um método e suas experiências serão iguais: Você pode usar a técnica de visualização, mas conforme o método, a experiência e o estado resultante será diferente.
Exemplo: O Budismo Theravada é um método e mindfulness é uma de suas técnicas.
Budismo Mahayana é outro método e uma das técnicas mais conhecidas dentro desse método, é a da compaixão. Hatha Yoga é um método e a técnica da contagem da respiração é uma das mais famosas. Ashtanga é outro método e a série fixa de posturas com todos os detalhes inseridos nela, é a técnica meditativa utilizada.Independente do método e da técnica escolhida, você precisa começar. É na prática regular que sua habilidade meditativa se consolidará.
Está pronto para começar? Saiba que existem 6 aspectos primordiais que guiarão a sua prática: autoindução, técnica bem definida, âncora bem definida, estado corporal e mental relaxado e compreensão dos loopings.
Leia mais sobre eles aqui e avance em sua compreensão sobre meditação.Precisa de ajuda nessa jornada? Conte comigo. Agende uma aula experimental de yoga, com exercícios respiratórios e meditação.

Amanda Maximino
Bióloga pela UFMG, formada como professora de Vinyasa Hatha Yoga (Yoga Alliance E-RYT 200), especialista em Filosofia e Neurobiologia da Meditação e em Yoga na Gestação. Estudiosa-praticante, com aulas focadas no alívio de stress e ansiedade.
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Yoga Sob Medida

Redução de stress e ansiedade com aulas personalizadas de Yoga online
Se você chegou até aqui por se sentir estressada demais, sobrecarregada e buscando alguma forma de se sentir melhor, saiba que as minhas aulas de yoga online personalizadas podem te ajudar muito.
Já há algum tempo trilho esse caminho do Yoga, sempre estudando, me atualizando e praticando. Posso te dizer com tranquilidade que Yoga tem o poder de transformar a sua vida e você não precisa ficar de cabeça para baixo ou fazer posturas mirabolantes para que isso aconteça.
Quando pesquisamos yoga nas redes sociais, o que mais vemos são posturas físicas. Apesar de admirar muito e praticar a parte física do Yoga, aprendi que o que mais nos ajuda nos desafios da vida são os exercícios respiratórios e os benefícios colhidos por uma prática meditativa contínua.
O que meus alunos relatam após um tempo praticando comigo
Com aulas focadas na percepção de si mesmo, respiração e meditação, os principais benefícios colhidos após uns meses de prática são redução de stress, da ansiedade, melhora do sono, alívio de dores, melhora na autoestima, na autoconfiança e nas relações interpessoais.
O que esperar de cada parte da aula
Na prática de posturas físicas, adapto a aula ao nível do praticante. Sempre tive abertura pra dar aulas pra diferentes corpos e já tive experiência dando aula pra obesos, idosos, jovens, mulheres histerectomizadas, mulheres com fibromialgia, pessoas com lesões no joelho, no quadril…então me sinto preparada para te guiar num caminho seguro de movimento. Sempre focado em integrar movimento e respiração.
Nos exercícios respiratórios, reaprendemos a respirar, identificando nossa respiração acelerada e usando ferramentas para, aos poucos, desacelerar e usar a respiração como uma grande aliada do dia a dia.
Durante a meditação, fazemos um trabalho mental que terá como resultado a diminuição do cortisol, o hormônio do estresse. O cortisol em excesso afeta nosso sistema imunológico, contribui com o aumento do peso, com a depressão, ansiedade, pressão alta e por isso é muito importante regular seus níveis no corpo.
A redução do cortisol por meio da meditação foi comprovada cientificamente e ajuda muito a reconquistar nosso equilíbrio corpo-mente, promovendo cada vez mais bem-estar.Como ocorrem as aulas online
São 4 práticas ao vivo comigo, toda quarta-feira, no horário de sua preferência.
Além da aula online, você tem acesso ao meu número pessoal para trocas e dúvidas, além de aulas gravadas no Hotmart, principalmente de respiração e meditação.Nessa jornada, nosso foco é na pausa, no conforto, no acolhimento e em sua auto investigação. Você receberá a cada aula, um convite pra se perceber e entender cadê você, em meio a tantas demandas da vida cotidiana.
Vai ser uma alegria trilhar esse caminho com você!
Quer entender um pouco mais sobre o universo do Yoga? Veja tudo que já escrevi sobre Yoga clicando aqui.

Amanda Maximino
Bióloga de formação pela UFMG, formada como professora de Vinyasa Hatha Yoga (Yoga Alliance E-RYT 200), especialista em Filosofia e Neurobiologia da Meditação e em Yoga na Gestação. Estudiosa-praticante, com aulas focadas no alívio de stress e ansiedade. -
O que preciso para começar?

O que preciso para começar a praticar Yoga? A gente sempre fica muito em dúvida sobre como começar e quais itens comprar.
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Começando a meditar: 4 dicas essenciais

Meditar é talvez uma das atividades mais desafiadoras da nossa vida moderna.
Isso porque você precisa se sentar ou se deitar e simplesmente ficar parado, com apenas um ponto de foco.
Fazer isso, num mundo repleto de estímulos, pode ser extremamente desafiador.
Nos acostumamos com uma mente excessivamente pensante, em que um pensamento vem seguido de outro, como um macaco pulando de galho em galho, e com uma voz interna constante, que elabora discursos a respeito de tudo e de todos, inclusive de si mesmo.
Isso tem como resultado uma mente que nunca descansa. Você se sente exausto, mesmo nas férias, mesmo em seus dias de descanso.É possível ir mudando isso aos poucos, e aqui deixo 3 dicas iniciais pra você que deseja iniciar.
- Dica 1: Estabeleça um local fixo e tranquilo para suas práticas meditativas. Você pode ambientar este local com velas, aromas e tudo mais que te leve à tranquilidade. Em ambientes barulhentos, use fones de ouvido. Quanto mais parado você se mantiver, maiores as chances de você acalmar a sua mente.
- Dica 2: Escolha o momento que faz mais sentido para você. Criar novos hábitos pode ser difícil no início. Então escolha o momento que lhe parecer mais fácil. Se você é uma pessoa diurna, medite ao acordar. Se você é uma pessoa noturna, medite depois do jantar. Se permita testar diferentes horários sem pressão, se um não deu certo, teste outro. Faça ajustes sem pressão.
- Dica 3: Faça todos os dias. Para colher os inúmeros benefícios da meditação, você deve praticar diariamente. Alguns dias serão ótimos, outros dias, nem tanto. Persista independentemente. Confie no processo.
- Dica 4: Medite com amor. Esse é um momento de cultivar a paz interior com alegria. Excesso de cobrança não deve fazer parte dele.
Se você não conseguiu tão bem no primeiro dia, olhe pra essa tentativa com gentileza, compreendendo que você passou anos se expondo a estímulos excessivos. É natural que seja difícil e tá tudo bem. Não significa que você não vai conseguir. Se permita ajustar os tempos meditando conforme a sua rotina, fazendo em alguns dias meditações mais longas, em outros meditações curtinhas.
Seguindo essas dicas e começando a meditar, você colherá muitos frutos. O primeiro deles é encontrar em sua própria mente, um lugar especial, um espaço vazio, de curta pausa, em que você pode descansar. É uma das melhores sensações do mundo e dá vontade de morar nesse lugar.
Com o tempo, esse tempo de pausa aumenta, seus pensamentos se ordenam, você tem mais foco e clareza de ideias em seu dia a dia. Progressivamente você chegará a um ponto em que aquela mente discursiva quase não existe mais e você pode, enfim, descansar.